Doces bárbaros

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#docesbarbaros #CCXP #CCXPTour Uma aventura sem precedentes que vai implodir nossa visão de civilização. Doces Bárbaros, minha nova HQ (84 páginas, papel 150 g. de miolo, colorida), está chegando. Lançamento na CCXP Tour, Recife. Preparem-se, civilizados!

Recife 1989

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Desembarquei em Recife no dia 23 de janeiro de 1989. Chegava em terra estranha, descendo na rodoviária com toda bagagem para morar na cidade que Denise, minha irmã, adotara havia dois anos. Saira de São Paulo numa viagem entediante de dois dias. Para meu êxtase, Recife era colorida e me encantei com o sorriso de Ana. Rua Velha, 403, centro histórico de Recife, foi meu destino e ocupamos, eu, minha mãe e minha irmã, um quarto de pensão no terceiro andar. Endereço também de fundação do Santa Cruz Futebol Clube. Cheguei sem emprego e sem profissão, porque, até então, trabalhara desde os 13 anos como prático em farmácia e office boy. Recife fervia. Nunca havia sentido uma atmosfera tão vibrante e uma brisa tão agradável. Estávamos próximos do carnaval e a cidade era toda festa. Um carnaval de seis meses, porque depois viria o São João. Numa noite de bar na praça Maciel Pinheiro, conheci os amigos de minha irmã, sobretudo Goretti, publicitária, que trabalhava num projeto de jornal cultural, o Graphis Alternativ. Recebi o convite para, após do carnaval, claro, entrar para o projeto como aprendiz. Assim foi. Acompanhei o nascimento da publicação, aprendi past-up e diagramação com Vital, o diagramador e ilustrador do Graphis, e me iniciei nas artes gráficas, publicando meus primeiros desenhos profissionalmente. A imagem da hagaquê com o personagem de boné tem uma história peculiar. O personagem dizia: “Quase não deu tempo de colocar o boné.” Goretti me disse então: “Rapaz, você está em Recife! Aqui ninguém coloca. Aqui a gente BOTA. Bota aí então” Eu gargalhei e respondi: “Quem bota é galinha.” A frase, por fim, ficou “… botar o boné.” E botamos os pingos nos is. Para completar,vale notar a ilustração de 100 anos do Vassourinhas. Justamente, desembarquei no ano em que o frevo completava um século! #CCXPTour

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Livro da Princesa pela SESI-SP editora

E você, que pensou que tinha visto de tudo, prepare-se: a SESI-SP editora lança o livro “Sai de mim, mimimi!” com a Princesa. Um livro só dela, da delicada e incrível Princesa. De sexta-feira, dia 18 de junho, até domingo, você poderá adquirir o seu exemplar diretamente das mãos do autor, Ruis, com uma dedicatória no capricho, na Festcomix. Confira no link informações sobre o evento: http://festcomix.com.br. Esperamos você lá! Onde mais encontrar? Nas livrarias deste pequeno país e nos melhores eventos de quadrinhos do Brasil (quando o Ruis aparecer por lá).

Dia do Quadrinho Nacional

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Hoje é o dia deles, daqueles feitos de nanquim, tinta guache, lápis, tinta do photoshop… não importa como foi feito. Sãos eles os quadrinhos nacionais: resistentes e crescentes!

Lançamento de Odor Vazio

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Na sexta-feira estarei em excelentíssima companhia no lançamento da minha nova hagaquê Odor Vazio. Dá uma olhada no trabalho do Henrique Kipper com sua maravilhosa HQ A Salamanca do Jarau. Aparece por lá na Ugra Press, na rua Augusta, 1371, a partir das 18h30.

Olha o freio de mão

O ano de 2014 foi recheado de conquistas de chocolate e paçoca. Então, para mim, foi recheado com sabor de vitória (e muito alegria, quase que uma volta à infância). O tempo passa veloz e nem percebemos que rejuvenescemos, não? O Bobo, em 2014, ganhou tanta vida e novos amigos leitores que a cabeça e o estômago parece que não tiveram tempo de digerir tudo isso. Há alguns anos (12 anos, praticamente), abandonei o mundo das tiras (para você, que não sabe nada dessa história, vale ler “Diário da Corte: Quase Todas as Tiras”, de 2006, disponível à venda por aqui mesmo). Em 2013, por volta de março, voltei a esse mundo fascinante e cheio de possibilidades. Curioso. Recentemente, mais precisamente no último sábado, minha filha de 7 anos me perguntou o motivo que me levava a desenhar. Respondi que desenho porque posso construir um mundo meu. Um mundo pequeno, modesto, claro, mas um mundo suficiente para caber todas as pessoas. Bem, então ela me devolveu “até quando o Bobo vai existir? Para sempre ou enquanto você desenhá-lo?” Respondi que não sei, mas, mesmo que chegue o dia em que não mais o desenharei, acredito que ele terá tiras suficientes para preencher uma vida… de personagem de quadrinhos. Em 2015, continuarei a desenhar o famigerado e pobre Bobo da Corte. Mas, antes disso, vou descansar duas semanas. Nesse ínterim, publicarei algumas tiras do passado (se não as leu… ah! estão no primeiro livro ‘Bobo da Corte: Ri quem tem dente. E quem não tem também’!) Prometo voltar com novas ideias. Por enquanto, desejo uma boa parada para reabastecimento e troca de pneus para todos que nos acompanharam nesse tempo. E um gigantesco obrigado!